Quarta noite do Risorama é marcada por piadas sobre o cenário político nacional

A série O Mecanismo, a Operação Lava Jato, o juiz Sérgio Moro e as incoerências da política do país foram assuntos abordados por mais da metade dos humoristas

Rodrigo Silva│ aluno do 3° ano do curso de Jornalismo

  O quarto dia de apresentação do Risorama foi marcado pelo papel de Curitiba no cenário político nacional. No último sábado (31), o Park Cultural foi palco de muitas piadas relacionadas ao assunto. O evento contou com uma programação que misturava novos e velhos nomes da comédia stand up.

  Entre os humoristas escalados estava o Mestre de Cerimônias da noite: Gustavo Mendes, reconhecido nacionalmente por seus trabalhos no canal Parafernalha, com seu personagem da presidenta Dilma Rousseff. A atração também contou com apresentações do idealizador do evento, Diogo Portugal, Nando Viana, Victor Camejo, André Santi, Rafinha Bastos e Murilo Couto. Os comediantes fizeram com que as duas sessões, marcadas para 20h e 22h30, ficassem lotadas.

  Com um espetáculo de quase duas horas de duração, cada humorista subia ao palco a cada quinze minutos e todos foram muitos ovacionados pelo público – composta principalmente por jovens adultos a idosos.

  Um dos destaques da noite ficou por conta do comediante Rafinha Bastos, que com sua maneira irreverente de contar piadas, falou sobre seu divórcio, processos e percalços que passaram por sua carreira. E é claro, fez tudo isso de acordo com suas próprias características, um humor pesado, recheado de palavrões e polêmicas.

  Outro destaque da noite ficou foi a apresentação do integrante do programa The Noite do SBT, Murilo Couto. O comediante elaborou um texto diferenciado, quase que integralmente pautado em política. Couto brincou com o trabalho do juiz Sérgio Moro, fez piadas sobre as brigas ideológicas entre direita e esquerda no Brasil, além de falar sobre seus pensamentos para as eleições de 2018. O humorista Victor Camejo também falou sobre política, mencionando a série O Mecanismo, de José Padilha, que retrata a história da Operação Lava Jato por meio de nomes fictícios.

  O criador do Risorama, Diogo Portugal, também subiu aos palcos. Fez piadas sobre diversos temas como tecnologia, situações do cotidiano, sobre Sérgio Moro e seu papel na Operação Lava Jato, além de fazer brincadeiras sobre a cidade de Curitiba.

Risorama vira tema de documentário

  Em entrevista, Portugal afirmou que o fato do evento chegar a 15ª edição é um grande objetivo alcançado, pois a comédia ainda não tem credibilidade para receber investimentos de mais patrocinadores. Segundo ele, esse avanço também representa um paradoxo para quem fala que o curitibano não tem humor. “A maior cena de comédia do Brasil está aqui”, afirmou.

  Diogo também revelou que um documentário está sendo produzido para contar a história dos 15 anos da atração. De acordo com o humorista, o Risorama é um espetáculo que sempre irá valorizar os novos talentos da comédia, mas que jamais vai esquecer todos os humoristas que fizeram parte da história do evento.

Serviço:

Data:01 de abril às 19h

02 de abril às 20h

Local: ParkCultural (R. Rosa Neuman, 155 – Campina do Siqueira)

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